Somar a renda da casa do jeito certo mostra, em poucos minutos, se a família pode pedir vaga no Programa Senac de Gratuidade.
O Programa Senac de Gratuidade, conhecido pela sigla PSG, reserva parte das vagas do Senac para pessoas de baixa renda. Quem entra por ele estuda sem mensalidade e sem taxa de matrícula, em cursos livres e técnicos.
A regra principal é uma só: a renda familiar por pessoa precisa ser de até 2 salários mínimos. Esse é o critério informado no site nacional do Senac em novembro de 2026, e ele vale para todos os estados.
O problema é que muita gente faz a conta errada. Algumas pessoas olham só o próprio salário, outras esquecem de contar os moradores que não trabalham, e acabam desistindo de uma vaga que poderiam conseguir.
Este guia mostra como a conta é feita, quem entra nela, quais regras extras podem barrar o pedido e o que fazer quando a turma desejada já está cheia.
Como o Senac calcula a renda por pessoa
A conta usa a renda bruta, ou seja, o valor total recebido antes dos descontos. Entram salário, aposentadoria, pensão e outros ganhos fixos de todas as pessoas que moram na mesma casa que o candidato.
Depois de somar tudo, o total é dividido pelo número de moradores, incluindo o próprio candidato. Crianças, idosos e pessoas sem renda também contam, e entram na conta com valor zero.
O portal do PSG traz um exemplo simples. Uma casa tem cinco moradores, e só três têm renda: R$ 1.000, R$ 1.000 e R$ 1.500. A soma dá R$ 3.500, que dividida por cinco resulta em R$ 700 por pessoa.
Esse resultado é comparado com o limite do programa. Em novembro de 2026, o Senac de São Paulo informava o salário mínimo de R$ 1.621,00, o que coloca o teto em R$ 3.242,00 por pessoa da casa.
Passo a passo para conferir se a família se encaixa
A conta pode ser feita no papel ou na calculadora do próprio Senac. O caminho é este:
- Listar todas as pessoas que moram na casa, inclusive bebês, idosos e amigos que dividem a moradia.
- Anotar a renda bruta de cada uma, sem descontos, e colocar zero para quem não recebe nada.
- Somar todos os valores e dividir pelo número total de moradores.
- Comparar o resultado com o limite de 2 salários mínimos por pessoa.
- Se a conta fechar, abrir a página do curso desejado e conferir idade, escolaridade e documentos.
Com a renda calculada, a calculadora oficial do PSG confirma o resultado antes da inscrição.
Este é um portal de conteúdo informativo e independente. Não temos vínculo oficial com o Senac nem com a Confederação Nacional do Comércio. Para se inscrever ou tirar dúvidas sobre vagas, use sempre os canais oficiais indicados nesta página.
Regras que podem barrar o pedido mesmo com renda baixa
Estar dentro do limite de renda é o primeiro passo, mas não o único. Cada curso tem requisitos próprios de idade mínima e escolaridade, descritos na página da turma.
No Senac de São Paulo, algumas regras extras aparecem na página de bolsas: não é possível pedir vaga gratuita em curso que a pessoa já comprou, e quem abandonou um curso como bolsista precisa esperar 6 meses para tentar de novo.
O mesmo regulamento limita a dois cursos gratuitos ao mesmo tempo, em dias e horários diferentes. Também não é possível pegar uma turma que bata com o horário de outro curso no Senac.
Como a renda é comprovada
Na maior parte dos estados, a renda é informada por autodeclaração. O candidato preenche um termo dizendo quanto a família recebe e quantas pessoas moram na casa, e assina se responsabilizando pela informação.
Isso não quer dizer que ninguém confere. O Senac pode pedir documentos, como carteira de trabalho, extrato de aposentadoria ou comprovante de residência, para checar o que foi declarado.
Quem declara um valor falso perde a vaga e pode responder pela informação. Por isso, vale fazer a conta com calma e guardar os comprovantes de todos os moradores com renda.
Por que tanta gente perde a vaga
O motivo mais comum é a demora. As turmas gratuitas têm número limitado de lugares, e a vaga vai para quem se inscreve primeiro e cumpre as regras. Em São Paulo, as inscrições abrem sempre ao meio-dia.
Outro erro frequente é deixar de ler os pré-requisitos. Quem se inscreve sem a escolaridade pedida ou sem a idade mínima tem a inscrição cancelada, mesmo tendo chegado cedo.
Também há quem esqueça de acompanhar o e-mail. O resultado e as instruções de matrícula costumam chegar por mensagem, e perder o prazo de entrega de documentos libera a vaga para o próximo da fila.
Perguntas frequentes
Pode. Nesse caso, a renda da pessoa já é a renda por pessoa da casa e precisa ficar dentro do limite de 2 salários mínimos.
Entram. No Senac de São Paulo, a conta inclui todos que moram na casa: familiares, amigos, crianças, bebês e idosos.
O programa atende trabalhadores com ou sem emprego e estudantes. A ordem de inscrição é o que mais pesa na maioria das turmas.
Não. Ela só mostra se a renda está dentro do limite. A vaga depende ainda dos requisitos do curso e de haver lugar na turma.
Onde ficam as turmas gratuitas de cada estado
O Senac funciona com administrações regionais. Cada estado decide quais cursos terão vagas gratuitas, em quais cidades e em que datas. Por isso, uma turma divulgada em um estado pode não existir em outro.
O caminho mais seguro é entrar no site do Senac do próprio estado e procurar a área de bolsas ou de gratuidade. Ali aparecem as turmas abertas, os requisitos e o link de inscrição de cada uma.
Notícias com listas de cursos ajudam a ter ideia do que costuma ser oferecido, mas envelhecem rápido. A informação que vale é sempre a da página oficial da turma, no dia da inscrição. Datas, vagas e cidades podem mudar de uma semana para outra.
Que tipo de curso costuma ter vaga gratuita
As vagas do PSG aparecem em cursos livres, de curta duração, e em cursos técnicos, que são mais longos. No Senac de São Paulo, a área de bolsas também cita cursos de idiomas e ensino médio técnico.
As áreas variam bastante: gestão, comércio, beleza, gastronomia, turismo, tecnologia e atendimento ao público estão entre as que mais aparecem nas turmas regionais.
Em São Paulo, o material das aulas vem incluído na vaga gratuita, sem custo extra. Em outros estados, vale confirmar na página do curso se há algum material a ser comprado à parte.
Curso livre ou curso técnico: o que muda para quem pede a vaga
O curso livre é mais curto, foca numa habilidade específica e costuma pedir pouca escolaridade. É uma boa porta de entrada para quem quer uma qualificação rápida para o currículo.
O curso técnico é mais longo, dá uma formação profissional completa e costuma exigir ensino médio em andamento ou concluído. Por durar mais, pede mais compromisso com frequência e horários.
A regra de renda é a mesma nos dois casos. O que muda são os requisitos de entrada e o tempo de dedicação, que precisam caber na rotina antes da inscrição.
O que fazer antes da próxima inscrição
Quem já fez a conta e sabe que se encaixa ganha tempo deixando tudo pronto: documento com foto, CPF, comprovante de escolaridade e comprovante de residência separados, de preferência já fotografados no celular.
Também ajuda escolher dois ou três cursos de interesse, em vez de um só. Se a primeira turma lotar, a segunda opção ainda pode ter lugar no mesmo dia.
Com a conta feita e os documentos à mão, o portal do PSG mostra se o pedido faz sentido antes de abrir a inscrição no site do Senac do estado.
Fontes: Programa Senac de Gratuidade (senac.br e dn.senac.br/portalpsg); Bolsas de estudo do Senac São Paulo (sp.senac.br/bolsas-de-estudo). Última atualização deste conteúdo: novembro de 2026.
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